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domingo, 17 de julho de 2016

22. A saída para grave crise econômica do Brasil.


O País está mergulhado na profunda depressão. Não sou eu a inventar a mais grave crise econômica do Brasil, nunca vivida desde 1929, os indicadores mostram claramente isto. Para quem não se lembra, 1929 foi o ano de grande depressão dos Estados Unidos e em consequência do mundo. 

Os indicadores mostram isto. O País fechou o ano em nível de estabilidade do PIB em 2014. O ano de 2015, a retração do PIB foi de 3,8%. O próprio Boletim Focus do Banco Central aponta a retração do PIB em 2016 nos mesmos níveis de 2015. Em consequência, a retração acumulada de dois anos seguidos vai se aproximando de 8%. Isto é quadro que denominamos de depressão. 

De acordo com o FMI - Fundo Monetário Internacional, o Brasil que já ocupou a 7ª posição na posição do PIB, passou a ocupar a 9ª posição em 2015. Isto mostra que a crise econômica do País, não é crise importada. A grave crise econômica do Brasil, decorre dos nossos próprios equívocos. Significa, também, que o fosso que separa entre os países desenvolvidos entre o Brasil e as maiores economias do mundo vem aumentando ao invés de diminuir. 
1 Estados Unidos17,947,000
 União Europeia16,220,370
2 China10,982,829
3 Japão4,123,258
4 Alemanha3,357,614
5 Reino Unido2,849,345
6 França2,421,560
7 Índia2,090,706
8 Itália1,815,757
9 Brasil1,772,589
10 Canadá1,552,386
11 Coreia do Sul1,376,868
12 Rússia1,324,734
Os atuais indicadores econômicos do Brasil demonstram claramente a situação em que o País se meteu. Além da queda do PIB, alguns números indicam a gravidade do quadro da economia do País. Senão vejamos: 1) inflação próximo de dois dígitos; 2) dólar baixo (real desvalorizado); 3) taxa básica de juros real próximo de 5%; 4) endividamento bruto do Tesouro ao redor de 62% do PIB ou R$ 4 trilhões; 5) número de desempregados aproximando-se de 13 milhões.

Dentro do quadro da economia apresentado, a equipe econômica do ministro da Fazenda Henrique Meirelles, vem propondo severo ajuste fiscal, impondo sacrifício para a população. Meirelles propõe, entre outras medidas, o ajuste na previdência social, ajuste nas leis trabalhistas, aumento de impostos e venda de ativos. Todas medidas propostas são impopulares, propostas no momento inoportuno.

As medidas propostas pelo ministro da Fazenda Henrique Meirelles, algumas são estruturantes e outras nem tanto. Das medidas anunciadas, somente o aumento de impostos e venda de ativos traz algum alívio no Orçamento Fiscal primário. Mas, as medidas não mudam a disposição dos investidores na tomada de decisão de fazer investimento nas suas fábricas.

Enquanto a equipe econômica do governo Temer, não mexer na política monetária, valorizando o dólar (desvalorizando o real) e baixar a taxa básica de juros Selic nos níveis da inflação, o País não atrairá investimentos estrangeiros produtivos (IED). A manutenção da taxa de câmbio no atual patamar e taxa Selic com juros reais exorbitantes inibem os investimentos diretos na produção.

Recomendo leitura do e-book sobre matriz econômica liberal 

A economia real está longe de mover-se somente pelo fator psicológico, como quer o presidente Temer.

Ossami Sakamori


Um comentário:

  1. Gostei do Sr ter colocado a tabela com o PIB dos 12 países mais ricos do mundo.
    Mas duas coisas me chamaram a atenção:Primeiro a INDIA ocupar a 7 posição,e o Brasil a 9,e mesmo assim terem pessoas morando em buracos de viadutos.
    No caso da INDIA,se entende um pouco mais a miséria existente lá,pois tem a influência das religiões e uma população que ultrapassada 1 bilhão,já no BRASIL,são verbas colocadas no lixo com obras desnecessárias ou super faturadas além das fraudes e roubalheira nos orgaos públicos e na política.
    E a DILMA,ainda quer vortar? Uma piada!,e de mau gosto,pois nessa "piada",muitos morrem.

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