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domingo, 3 de julho de 2016

12. Dólar baixo provoca desemprego.

Fonte da imagem: Estadão

É recorrente a reclamação dos leitores sobre crítica que faço à política econômica do governo Temer. Antes de entrar no assunto  de hoje, que é extensão do tema tratado ontem, quero deixar consignado de que a crítica à condução da política econômica do Meirelles não representa, absolutamente, o desejo de ver a Dilma no posto que ocupava antes da ascensão do Temer. Sou visceralmente à favor do impeachment da Dilma!

Creio que estamos vivendo o estado democrático de direito, em que qualquer cidadão pode expressar a sua opinião sobre o governo constituído, sem que seja molestado ou perseguido. Isto acontecia no sepultado regime militar que vigorou por 20 longos anos. Eu sou o testemunho vivo deste período nefasto da história brasileira. 

Abrindo o caderno de economia do tradicional jornal Estadão de hoje, encontrei matéria sob o título Depois da virada do dólar indústria já calcula perdas com exportações que retrata bem o resultado da política monetária equivocada praticada pelo Banco Central.  Em linhas gerais a matéria vai na mesma direção da opinião expressa anteriormente nos diversos artigos meus. 

Para não ser maçante, vou resumir a matéria do Estadão em poucas linhas. Entre outras, a matéria retrata a opinião de empresários de que os indícios de dólar baixo (real valorizado) dão uma sensação de "déjà vu". Completa o Estadão: Nos últimos anos, uma mantra repetido pelo setor industrial era de que o real valorizado (dólar baixo) tirava a competitividade das exportações. E foi o que ocorreu, as empresas industriais perderam espaço no mercado internacional, afirma o Estadão.

Em outro trecho, o Estadão traz depoimento do presidente da calçadista Vulcabrás/ Azaléia: "A valorização do real (dólar baixo) tem nos deixado apreensivos. A empresa fez planos imaginando que o dólar estaria mais próximo de R$ 4 do que de R$ 3". Informa ainda que com a mudança do patamar do dólar para R$ 3,20 reduziu a projeção de crescimento das exportações. 

Voltando às minhas considerações. O setor industrial brasileiro que no final do governo FHC representava 26% do PIB, hoje, representa menos de 12% do PIB. Grande parte do recuo na produção do setor industrial brasileiro vem do dólar baixo (real valorizado). Os produtos importados ficaram mais baratos do que os produzidos no País. Não precisa ser economista com grande conhecimento para reconhecer que o dólar baixo (real valorizado) só traz prejuízo ao País. 

O dólar baixo (real valorizado) cria emprego no exterior enquanto o dólar alto (real desvalorizado) cria emprego dentro do País. Esta é a máxima da política cambial. Mesmo no regime cambial flutuante, como é caso do Brasil, há mecanismos que permitem estabelecer um nível de câmbio que vá de encontro aos interesses do País, que criem empregos dentro do Brasil.

A equipe econômica do Temer, no meu entender, guarda os resquícios do neoliberalismo praticado nos últimos 13 anos do governo do PT. A continuidade da política neoliberal é representado pelo ministro da Fazenda Henrique Meirelles, que foi presidente do Banco Central no governo Lula da Silva. 

No entanto, há modelo econômico liberal que poderá levar ao caminho do desenvolvimento sustentável. Os leitores poderão encontrar o modelo no : Brasil tem futuro?Para implementar o novo paradigma é preciso ter vontade política. A falta dela, fica evidente, no governo do presidente Temer.

Ossami Sakamori


2 comentários:

  1. Não quero"poder falar"do governo! Quero poder SAIR de casa! Quero ter o direito da minha neta não ser obrigada a estudar o KIT GAY! Tbem fui testemunha! E Quero o Regime Militar de volta!

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  2. Além do q não sei de qual "liberdade d expressão" o Sr diz. Se o s quiser, não posta meu comentário. Liberdade de expressão?

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