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quinta-feira, 28 de julho de 2016

29. Brasil está enxugando o gelo!


O princípio básico do Plano Real era assegurar o poder de compra da moeda denominada "real". Em tese, o "real" deveria assegurar o poder de compra das pessoas no período entre o ganho da moeda e o gasto da moeda. Na prática isto não ocorreu com a nossa moeda "real". O poder de compra da moeda no período de 22 anos de existência da moeda "real", grosso modo, reduziu para 1/5 do valor de 1994, ou seja o que se comprava com R$ 10 em 1994, hoje deve pagar R$ 50.

A moeda brasileira apresenta de vária formas, conforme grau de liquidez ou seja conforme o grau de disponibilidade do seu uso no tempo. A medida mais básica de moeda no Brasil é o M1. Seus componentes são o papel moeda mantido pelo público e os depósitos à vista. Em economês também é denominado também como "meio circulante".  O M2 é o M1 mais os depósitos em caderneta de poupança e CDB. O M3 é o M2 mais as cotas de fundo de renda fixa e derivativos de títulos federais. E finalmente, o M4 é o M3 mais os títulos da dívida pública federal e de demais entes federadas. 

Isto tudo é na teoria. Na prática, o sistema financeiro brasileiro encarrega-se de dar liquidez a todos os tipos de moedas consideradas, ou seja, na prática o M2, Ms e M4 se tornam o M1, ou seja moeda com liquidez. Única moeda que não tem liquidez são os depósitos compulsórios dos bancos ao Banco Central, proveniente da retenção da parcelas do M1, para assegurar a estabilidade do sistema financeiro.

Finalmente, vamos voltar ao preâmbulo desta matéria, ou seja sobre o poder de compra da moeda, no caso o "real". Estamos a falar da famigerada "inflação" que vem penalizando a população brasileira. Inflação é causada pela expansão da moeda disponível, o M1. 

Os sucessivos governos neoliberais, dentro do Plano Real, tem pago juros reais altíssimos para rolar a dívida pública federal, como se a forma da moeda do tipo M4 fosse praticado no País. Nos Estados Unidos, na Alemanha e no Japão, o sistema bancário não dá liquidez a moeda M4, qual seja os títulos federais de longo prazo. A recompra antecipada de títulos federais de longo prazo nestes países só ocorrem para cumprir a uma determinada e programada política econômica de crescimento. No Brasil, a liquidez é quase geral. 

O governo neoliberal dos sucessivos governos, representado pelo formulador da política econômica do atual governo, o ministro da Fazenda Henrique Meirelles, pagam a maior taxa básica de juros reais do mundo, sem se preocupar com o crescimento do País. Na prática a medida de controle da inflação não causa efeito porque o próprio sistema financeiro nacional dá liquidez aos títulos de longo prazo do governo federal. O resultado é que a inflação não dá trégua, mesmo "enxugando" a liquidez, na tentativa de restabelecer o poder de compra do real. Isto não tem dado resultado. 

Nas matérias precedentes, vocês encontrarão a saída para a grave situação econômica do País, que atual ministro da Fazenda e outros tantos meteram o País num beco com difícil saída. Mais triste ainda é sermos obrigado a aceitar a política econômica do mesmo formulador da política econômica, Henrique Meirelles, responsável pela maior pela tragédia brasileira dos últimos 100 anos. 

A situação é como que o País esteja enxugando o gelo.

Recomendo leitura do e-book Brasil tem futuro?

É preciso lembrar que o Meirelles foi responsável pelo Banco Central durante 8 anos do governo Lula da Silva, precisa?

Ossami Sakamori


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