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sexta-feira, 8 de julho de 2016

16. Saiba mais sobre o rombo de R$ 139 bilhões no Orçamento Fiscal de 2017.


Visivelmente constrangido por estar apresentando os números fictícios, Henrique Meirelles, fez o anúncio do rombo de R$ 139 bilhões para o Orçamento Fiscal de 2017. Da maneira como foi colocado, nem os "ingleses" não acreditariam na peça de ficção apresentado pelo ministro da Fazenda. 

O Orçamento Fiscal de 2017, partiu dos pressupostos difíceis de serem concredizados. Segundo o ministro Meirelles, na entrevista coletiva, assistido por mim ao vivo, o parâmetro utilizado para se chegar no Orçamento Fiscal foi aquela fornecida pelo Banco Central. Ele devia estar se referindo à pesquisa feito no mercado financeiro sobre projeção dos números da economia. Historicamente, as projeções do Banco Central feito com muita antecedência não tem sido confirmadas. 

Segundo Meirelles, o Orçamento Fiscal de 2017, partiu-se do pressuposto de que o ano de 2016 termine com o IPCA de 7,16%, número que será utilizado para cálculo do teto dos gastos públicos para 2017. O Orçamento de 2017, em moeda corrente, levou-se em conta de que o IPCA termine o ano de 2017 em 5,5%, acima da meta de inflação do próprio Banco Central. A projeção de crescimento do PIB para o ano de 2017, dito pelo ministro Meirelles é de 1,5%, número superior à própria projeção do Banco Central que prevê o crescimento do PIB para 2017 em 0,5%.

Tenho dito que o Orçamento Fiscal é uma peça de ficção e aqui confirmo, pois ele foi elaborado com os números do ano de 2016 e muito menos do próximo ano, confiáveis. De qualquer forma, vamos considerar para a presente análise, que os números apresentados se confirmem. Como a economia é dinâmica, é provável que o ministro Meirelles, apresente em dezembro, a primeira revisão dos números do Orçamento Fiscal de 2017.

O número do rombo sugerido pela equipe política do governo Temer era de R$ 194 bilhões, isto é o rombo de R$ 170,5 bilhões corrigidos pela inflação de 2016, estimado em 7,16%. No meu entendimento, é o número crível. No entanto, o rombo previsto pelo ministro Meirelles de R$ 139 bilhões, embute uma arrecadação extra, duvidosa, de R$ 55 bilhões. 

É exatamente, onde está escondido a maldade do ministro da Fazenda Henrique Meirelles, a arrecadação extra previsto de R$ 55 bilhões. Henrique Meirelles, comprometido com o mercado financeiro especulativo, tinha que apresentar o déficit primário de 2017 inferior ao de 2016. Henrique Meirelles precisava de apresentar um déficit fiscal menor para o mercado financeiro especulativo. Afinal, Meirelles, pensa e age como banqueiro, mesmo na gestão pública. 

Segundo o ministro da Fazenda, a arrecadação extra de R$ 55 bilhões, será feita através de venda de ativos, privatizações, concessões e outorgas e eventualmente do aumento de impostos. Segundo Meirelles, o detalhamento da arrecadação extra será feita após o mês de agosto, como que querendo dizer, após o processo de impeachment da Dilma. Justifica-se, medidas amargas antes da votação do impeachment da Dilma, pode haver algumas defecções dentre senadores favoráveis.

O comportamento do ministro Meirelles, a manipulação de dados para enganar a população, em nada difere do ministro da Fazenda do primeiro mandato da Dilma, o Guido Mantega. Atrás de palavras pronunciadas, ambos escondem os verdadeiros objetivos. Ambos são ardis. 

Meirelles é igual ao Mantega!

Ossami Sakamori


Um comentário:

  1. Ministros são iguais, e sempre serão, porque tem que ser fiéis àqueles que os nomeiam.
    Com uma agravante de que também serão sempre, também fieis a suas origens, no caso do atual, aos bancos.
    Mas, voltando, sendo fiéis aos políticos, dá no que dá porque os políticos são todos iguais.
    Nessa ótica, PMDB é igual ao PT.

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