Receba os novos posts pelo seu e-mail

segunda-feira, 18 de julho de 2016

23. Temer muda o programa MCMV

Crédito da imagem: Estadão

O ministro das Cidades, Bruno Araújo, PSDB/PE, anunciou a suspensão de novos empreendimentos no Programa Minha Casa Minha Vida (MCMV) na faixa denominado de 1. A faixa 1, atende as famílias que ganham até R$ 1,8 mil. Segundo ministro as contratações da faixa 1, só vão retomar quando as obras já contratadas forem concluídas. Anunciou, ainda, o ministro das Cidades de que a prioridade será dada à faixa de renda 2.

A presidente Dilma tinha feito do programa MCMV, o carro chefe dos programas do governo federal, com promessa na campanha presidencial de 2014 de construir 3 milhões de unidades habitacionais até 2018. A promessa era falsa porque baseava em subsídios bancados com os recursos nexistentes do FGTS e dinheiro do Tesouro Nacional. 

A parte do subsídio bancado pelo Tesouro Nacional foi objeto do polêmico "pedaladas fiscais", oculto na execução orçamentária dos anos anteriores a 2015. Não tendo "pedaladas fiscais", o Orçamento Fiscal da União não contempla despesas referente aos subsídios da União ao programa MCMV. 

reportagem do Estadão revela que o País deixa de produzir R$ 70 bilhões em investimentos com o abandono do programa MCMV, da faixa 1. Traz, também, que na hipótese de suspensão do programa para faixa 2 e 3, traria impacto na formação do PIB em R$ 145 bilhões. Diz a matéria que o impacto na receita da União, em decorrência da suspensão dos programas em todas faixas trariam impacto na arrecadação de impostos de R$ 19 bilhões até o final de 2018.

As empresas especializados nesse tipo de empreendimento, se beneficiaram do farto recurso de empréstimos subsidiados com recurso do Tesouro e do FGTS, até 2015. O tempo de "vacas gordas", baseado em empréstimos fartamente subsidiados pelos trabalhadores e conjunto da população, acabou. O governo federal, prevê apenas o cumprimento dos contratos assinados dentro do rombo de R$ 170,5 bilhões em 2016.

A reportagem do tradicional veículo de comunicação, o Estadão, esconde o verdadeiro problema do País e do setor de construção civil, postando matéria totalmente parcial, à favor de um determinado setor da atividade produtiva. O fato é que o Tesouro não tem dinheiro para continuar bancando os subsídios em vários setores, especialmente no programa MCMV. 

Este editor, é totalmente desfavorável a toda forma de subsídios a qualquer setor produtivo. O País não tem recursos, nem para os serviços básicos da população como educação, saúde e segurança pública, quiçá para subsídios a alguns poucos privilegiados. 

Há que reciclar a mentalidade dos agentes públicos e privados responsáveis pelo desenvolvimento do País. 


Vale a pena refletir. 

Ossami Sakamori



Um comentário:

Espaço reservado para expressão de livre pensamento, desde que obedecidas as boas regras de civilidade. Não permitimos o uso de palavras incompatíveis com o propósito deste blog.