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sábado, 3 de setembro de 2016

36. Falta o gatilho na economia!


Henrique Meirelles declarou na reunião de negócios entre empresários da China e do Brasil, em Xangai, de que "as previsões são de um crescimento de 1,6% em 2,5% em 2018. A tendência histórica do Brasil é ter taxas substancialmente maiores e vamos voltar a crescer ao redor de 4% em média", segundo agência de notícias.

No entanto, segundo a pesquisa Focus realizada pelo Banco Central entre economistas, a expectativa é de crescimento de 1,23% do PIB em 2017 e 2% em 2018. Não sei de onde o ministro da Fazenda Henrique Meirelles foi buscar o número superior à expectativa do mercado. No seu discurso ele disse como que fosse opinião dos empresários a sua própria. Coisa de gente que acha que é dona da verdade. Vamos engolir mais esta.

Henrique Meirelles próximo de completar 4 meses à frente da equipe econômica, não apresentou ainda, nenhum plano para saída da grave crise econômica que se meteu o País. Vamos lembar que a atual crise econômica é a prior desde 1929, ano da depressão mundial. O plano de ajuste fiscal é insuficiente para tirar o País da encrenca que se meteu. 

Meirelles limita-se a apresentar o plano de ajuste fiscal através do PEC do "teto" dos gastos, que nada mais é do que o "piso" dos gastos do governo federal. Na prática a PEC é uma Emenda Constitucional que substitui a Lei da Responsabilidade Fiscal de 2001. O PEC estabelece como o teto o "déficit primário" de 2016, que na prática servirá como piso dos gastos para próximos 20 anos. 

A equipe econômica apresenta como plano de investimentos do governo federal as concessões de serviços públicos de infraestrutura no País, sob forma de Parcerias Público-Privado. No entanto, o objetivo está claramente definido de prover "arrecadação" com os ágios nos leilões das concessões. Meirelles precisa de R$ 50 bilhões de ágios nos leilões para fechar as contas do Orçamento Fiscal de 2017. Ministro da Fazenda conta com o aumento de impostos, se a receita sobre concessões não alcançar os objetivos traçados, isto ele já deixou bem claro. 

Na gestão da presidente Dilma, fiz críticas contundentes sobre a falta de um efetivo Plano de Desenvolvimento Sustentável. O governo Temer, à frente da equipe econômica o banqueiro Henrique Meirelles, parece seguir o mesmo caminho da presidente Dilma, sem apresentar um plano que mostre aos agentes públicos e privados, o destino seguro e próspero para o País, para que ele entre no trilho do desenvolvimento sustentável.  Henrique Meirelles parece estar muito mais preocupado em proporcionar renda real (5% ao ano) aos investidores especulativos nacionais e internacionais, do que o destino do País. 

Ajuste fiscal é meio, não o fim. Sem o gatilho (plano de desenvolvimento sustentável) o País continuará à deriva no oceano da incerteza, como dantes. Acorda agentes públicos! Acorda, economistas! Acorda, empresários! Acorda, povo! 

Ossami Sakamori


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