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sexta-feira, 14 de outubro de 2016

51. BC desconfia do próprio governo Temer.

Crédito da imagem: Revista Época

Achei muito feliz a colocação feita pela economista chefe da XP Investimentos, Zeina Latif, feita no blog veiculado no tradicional meio de comunicação, o Estadão. Disse a importante articulista da economia brasileira: "O início do ciclo de corte de juros, em condições adequadas, poderá ter efeito simbólico importante, além do impacto usual na economia que contribui para a volta cíclica do crescimento". 

Zeina Latif disse ainda: "Um BC que aguarda a aprovação de reformas para iniciar a flexibilização monetária pode acabar alimentando o ceticismo dos agentes econômicos". Completa a economista: "Ora, se nem a autoridade monetária confia no ajuste fiscal, por que os agentes econômicos confiariam". Nem vou me alongar nas citações da economista para não tirar o foco do comentário no seu blog.

Em poucas linhas, a economista chefe da XP Investimentos Zeina Latif confirma a minha convicção manisfestada neste blog, de que a aprovação da PEC 241, a do teto dos gastos, por si só, não é solução para todos os problemas do País. Na minha visão, a retomada do crescimento econômico do Brasil passa necessariamente pela adequada "política cambial" e "política de juros". Ambas políticas depende da iniciativa do BC. 

O dólar baixo (real valorizado) e a prática de juros reais (Selic), a mais alta do mundo, estão servindo de freios para a retomada de investimentos diretos (não especulativos). Só o investimento direto trará de volta o crescimento sustentável do País, criando novas vagas de trabalho. Isto o BC não tem feito. BC desconfia do próprio governo Temer, a quem está subordinado organicamente. Isto é minha opinião, não a da economista chefe da XP Investimentos, para não haver dúvida. Não costumo colocar palavras nas bocas alheias. 

Digo eu: Os agentes econômicos esperam sinalizações importantes do BC do Brasil para retomada dos investimentos diretos.  

Ossami Sakamori


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