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sábado, 12 de novembro de 2016

58. Dólar pode bater R$ 4,23.


Tentar adivinhar a cotação de dólar para o final do ano é exercício de futurologia que foge a qualquer lógica matemática. No entanto, pela insistência dos leitores deste blog, vou expor alguns parâmetros que poderão servir de orientação na decisão de compra ou venda da moeda americana para os próximos dias. Para os profissionais do mercado financeiro há outros indicadores econômicos não analisados aqui, que servem de base para chegar numa provável cotação para os próximos meses.

Seguem as minhas considerações:

O efeito da eleição do Donald Trump ao cargo de presidente dos Estados Unidos da América, contrariando a expectativa da eleição da Hilary Clinton, vem mexendo o mercado de moeda no mundo todo. Há também a expectativa da decisão do FED (Banco Central dos EEUU) de promover um ligeiro aumento da taxa básica de juros da dívida americana na próxima reunião. 

No front interno, a instabilidade econômica causada decorrente da apreciação das medidas na área da previdência, torna a economia brasileira vulnerável, até o final do próximo semestre (2017). 

Há também a expectativa da cassação da chapa Dilma/Temer pelo TSE, para o próximo semestre, causando instabilidade política nos próximos meses. Novamente, o mês de agosto, poderá ser fatídico para a política brasileira, se houver cassação do mando do presidente Temer. Tudo isto, é combustível para mexer com a valorização ou desvalorização do dólar. 

Não tem como dissociar a crise econômica e da política brasileira com a cotação da moeda americana.

Historicamente, voltando os olhos para o passado recente, podemos constatar que a cotação do dólar alcançou o pico no mês de setembro de 2015, cotado a R$ 4,14, que corrigido pela inflação do período daria R$ 4,55. Vamos lembrar, também, que no mês de janeiro deste ano, o dólar estava cotado a R$ 3,92, que corrigido para o final de dezembro deste ano daria R$ 4,23.

O mercado financeiro trabalha com os "tetos" e os "pisos", sobretudo aos já testados, como referência "psicológica" para delinear a trajetória futura. Sendo assim, diante da instabilidade política interna brasileira e pela eleição do Donald Trump para presidente dos EEUU, podemos dizer que o dólar pode alcançar com maior facilidade a cotação referência de R$ 4,23. Da mesma forma, a cotação do dólar deverá encontrar resistência na cotação de R$ 4,55. 

A evidência de que a tendência da moeda americana é de trajetória de alta é vem do Banco Central do Brasil que está utilizando mecanismo conhecido como "swap cambial reverso" para tentar conter a alta do dólar. O mecanismo é o inverso do "swap cambial tradicional", que se utiliza para conter a queda do dólar. 

Dentro deste contexto, de "instabilidade" no mercado financeiro internacional, é pouco provável que o Banco Central utilize a reserva cambial para tentar conter a alta do dólar. Isto tudo, estou a falar da possível (não o provável) para o final do mês de dezembro de 2016.

Assim sendo, o dólar poderá bater R$ 4,23.

Ossami Sakamori


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