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segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

63. Temer e Dilma são como irmãos siameses


O PMDB não consegue se desvencilhar do PT. Na madrugada de terça-feira última, quando os deputados desfiguraram o Projeto de Lei conhecido como "10 medidas contra corrupção", houve um "acordão" entre PT e o PMDB para propor alterações na Lei. Ambos partidos votaram, em quase unanimidade, os artigos da Lei que prevê a "mordaça" aos policiais, promotores, procuradores e juízes. A votação ocorreu na madrugada, às 3 horas da manhã. 

Horripilante foi, o presidente do Senado Federal tentar aprovar a Lei das "10 medidas contra corrupção", em "regime de urgência", no mesmo dia em que o Projeto de Lei foi aprovada na Câmara. Felizmente, o plenário do Senado percebeu a manobra do presidente Rena Calheiros e rejeitou a votação em "regime de urgência" por 44 votos contra 14 votos. O assunto deve ser pautado para esta semana.

O governo Temer controla a maioria absoluta do Congresso Nacional. Isto é fato! Portanto, é de crer que o presidente da República estivesse concordando com a manobra dos dois maiores partidos do Congresso Nacional, o PT e o PMDB. Conclui-se que, ou o governo Temer estivesse dando guarida a tudo que ocorreu na Câmara dos Deputados e à iniciativa do presidente do Senado Renan Calheiros ou foi uma demonstração de total fraqueza política do presidente Michel Temer.

Segundo a grande imprensa, o presidente Temer respirou aliviado, ontem, nas manifestações das ruas. Os temas que predominaram as manifestações foram contra o senador Renan Calheiros e o deputado Rodrigo Maia. Michel Temer sabe que se livrou destas manifestações, mas por outro lado, tem certeza de que as próximas manifestações terão como alvo a sua pessoa. Temer teme #ForaTemer, como o diabo foge da cruz. 

Com tamanha instabilidade política, envolvendo os aliados de ontem e de hoje, o PT e o PMDB, o desdobramento nas aprovação do projeto de reforma da previdência, considerado crucial e importante para o governo Temer, parece ter ficado ainda mais difícil.  À essa altura, o futuro do ministro da Fazenda Henrique Meirelles lembra bem os últimos dias do ex-ministro da Fazenda Joaquim Levy. Vamos relembrar que o Joaquim Levy teve que entregar o cargo antes da reforma estruturante que pretendia fazer.

Os investidores diretos institucionais vão esperar os próximos passos do governo Temer para, só depois, decidirem sobre investimentos produtivos. Ninguém é louco de se aventurar num cenário instável de hoje, não só na área econômica, mas sobretudo na área política.  Vou mais longe, o mercado financeiro, não garante que o governo Temer vá até o final do mandato.  O mercado financeiro começa a enxergar o PMDB muito parecido com o PT e o presidente Temer muito semelhante à ex-presidente Dilma. 

PMDB e PT são como irmãos siameses!

Ossami Sakamori

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