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sábado, 21 de janeiro de 2017

74. Trump e economia brasileira.


Donald Trump assumiu, ontem, o posto de presidente dos Estados Unidos da América (USA). Antes que vocês me perguntem o motivo desta matéria sobre a posse de um presidente de um país estrangeiro, explico.  Particularmente, não tenho nenhuma simpatia pelo presidente recém empossado, mas ele merece ser comentado, em razão da sua importância.  Pelo menos nos próximos 4 anos, Trump vai comandar a maior economia do mundo. Os Estados Unidos, representam sozinhos, 25% de tudo que o mundo produz e consome. Em cada 4 dólares que o mundo movimenta, os Estados Unidos sozinho responde por 1 dólar. 

Comparativamente aos Estados Unidos, a economia do Brasil representa cerca de 1/10 (um décimo) do PIB americano, ou seja, cerca de 2,5% do PIB mundial. Comparativamente, somos a "titica de galinha" do mundo. Nos últimos anos do governo do PT, o País deu destaque aos blocos econômicos marginais como a China e África, esquecendo-se dos Estados Unidos. O governo do Temer, representado pelo seu ministro da Fazenda Henrique Meirelles, tinha esperança de aproximar dos Estados Unidos e "abocanhar" o mercado, desprezados e considerado como "marginais " apesar do seu tamanho (25% do PIB do mundo). A vitória do Trump é derrota para o governo brasileiro, que fez opção pela "esquerda" do mundo. 

O novo presidente, Donald Trump, fez opção explícita pelo protecionismo às indústrias americanas. Isto foi dito e foi confirmado no seu discurso de posse. Donald Trump quer priorizar as empresas americanas na sua política econômica. Trump quer criar empregos em "território americano", não em "território estrangeiro". Trump vai financiar a "infraestrutura" do país com impostos arrecadados da exploração de petróleo e gás. Em termos de política econômica, o Trump vai priorizar "criação de empregos" no próprio país.  Sorte para os trabalhadores americanos e azar para os empresários brasileiros, que dependem de exportações para Estados Unidos. 

Para o Brasil, que está em sua maior crise dos últimos 100 anos, o Donald Trump será mais uma "pedra no sapato", já apertado. Certamente, pelo menos, nos próximos 4 anos, o Brasil encontrará "dificuldades adicionais" nas relações comerciais com os Estados Unidos. Melhor para o povo americano e pior para o povo brasileiro. Brasil torceu para a vitória do Hilary Clinton e pagará o preço de mais uma opção progressista. 

E o Trump não está "nem aí" com o Brasil !

Ossami Sakamori



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