Receba os novos posts pelo seu e-mail

quinta-feira, 30 de março de 2017

86. Os cortes do Meirelles são recessivos.

Crédito da imagem: Estadão

O ministro da Fazenda Henrique Meirelles anunciou o corte de R$ 42,1 bilhões do Orçamento Fiscal de 2017, em relação ao previsto no LDO. O contingenciamento deverá pegar os programas como PAC, emendas parlamentares, despesas de órgãos do Executivo e de órgãos vinculados. Além das medidas anunciadas, o governo espera a receita com precatórios em julgamento no STJ. Com a receita de precatórios o contingenciamento cai para cerca de R$ 30 bilhões, segundo governo.

Do lado do aumento de tributos, além do fim das desonerações na folha do pagamento, haverá incidência de IOF nas operações bancárias de Cooperativas de Crédito. No total, o governo espera um corte correspondente ao "rombo" extra, previsto de R$ 58,5 bilhões. 

Vamos lembrar que a LDO de 2017 previa "déficit primário" ou o "rombo" de R$ 139 bilhões. Sem as medidas anunciadas, o "rombo" poderia chegar ao número estratosférico de R$ 198 bilhões, acima até do "rombo" de 2016. De qualquer forma, a Emenda Constitucional aprovada no final de 2016 daria guarida ao "rombo" mesmo não havendo "ajustes" anunciados. O aumento do "rombo" em relação ao LDO, poderia ter resolvido com PLN, mas o presidente Temer optou em atender os pleitos do ministro da Fazenda.

Os ajustes anunciados, de princípio, em R$ 58,5 bilhões, atende aos interesses dos investidores especulativos internacionais, em especial. No entanto, os ajustes propostos pelo ministro Henrique Meirelles não atende aos interesses do País. Explico. Ambas medidas, tanto do aumento de impostos como de cortes nos investimentos, do ponto de vista macroeconômico, são "recessivos". No meio da continuada "recessão", a medida vai na "contra mão" da saída para a crise econômica que já perdura há dois anos. 

Os "cortes" anunciados pelo ministro Henrique Meirelles são recessivos e visa atender aos interesses do mercado financeiro internacional em detrimento à retomada do crescimento do País. 

Ossami Sakamori


2 comentários:

  1. VERDADE, Prof. Sakamori... Ótimo artigo...

    Evidencio aqui parte do que o senhor escreveu:

    "Os ajustes anunciados, de princípio, em R$ 58,5 bilhões, atende aos interesses dos investidores especulativos internacionais, em especial. No entanto, os ajustes propostos pelo ministro Henrique Meirelles não atende aos interesses do País. Explico. Ambas medidas, tanto do aumento de impostos como de cortes nos investimentos, do ponto de vista macroeconômico, são "recessivos". No meio da continuada "recessão", a medida vai na "contra mão" da saída para a crise econômica que já perdura há dois anos. "

    ResponderExcluir

Espaço reservado para expressão de livre pensamento, desde que obedecidas as boas regras de civilidade. Não permitimos o uso de palavras incompatíveis com o propósito deste blog.