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sábado, 29 de abril de 2017

90. Brasil sofre do síndrome do cachorro magro...


O povo brasileiro sofre "síndrome do cachorro magro". Toda vez que faço crítica ao governo Temer aparece alguém me dizer se eu quero a volta do PT. Esta visão distorcida do fato demonstra que o povo brasileiro, em geral, não enxerga mais o futuro, mas lembra-se apenas do passado. Certamente de um passado sofrido. O povo perdeu a capacidade de olhar para frente, para o futuro. O povo brasileiro, enxerga como única alternativa do futuro, uma eventual volta do passado. Isto, eu considero como "síndrome do cachorro magro".

Este mesmo povo esquece, no entanto, que o governo Temer é continuidade do governo do PT. Temer foi vice-presidente da Dilma por longos 5 anos e 5 meses. Temer teve possibilidade de não acompanhar a Dilma na chapa que os elegeram em 2014, respectivamente aos cargos de presidente e vice-presidente da República. Temer faz parte do PMDB que é parceiro inseparável de qualquer partido que esteja no poder. Não adianta Temer querer separar a sua figura da chapa que o elegeu. 

Temer é PMDB. Não adianta querer separar o partido do presidente da República ao do PT e do PSDB, pois a estes partidos serviram por longos 17 anos no poder. À essa altura do campeonato, querer separar a figura do Temer da figura da Dilma soa-me como "cuspir no prato que comeu". O partido do Temer, PMDB, está envolvido até o pescoço com as ladroagem que ocorreram nos 13 anos do governo PT. Não gosto de pessoas que "cospem no prato que comeu".

A prova de que o governo Temer é continuidade do governo do PT é a manutenção da chefe da equipe econômica do governo, o mesmo Henrique Meirelles, ex-presidente do Banco Central do Brasil nos 8 anos do governo Lula da Silva. A manutenção da maior parte dos ministros da Dilma no poder é outra evidência da continuidade. Pior, o governo Temer vem dando prioridade, como fez sucessivos governos neoliberais, aos investidores especulativos em detrimento ao setor produtivo do País. 

Voltando ao assunto do "síndrome do cachorro magro". Quando defendo a mudança no rumo do País, sobretudo na área econômica e monetária, estou exatamente indo no sentido contrário da "manutenção" da política econômica perversa dos sucessivos governos neoliberais. A visão distorcida sobre minhas falas, mostra claramente que o povo brasileiro está tão sofrido que qualquer crítica ao atual governo, enxerga como a volta ao passado ou a volta ao governo do PT.  Isto é "síndrome do cachorro magro"! 

Ao contrário do que muitos consideram, a minha crítica à política econômica e monetária do governo Temer tem finalidade de estimular a mudança do paradigma. Nas próximas eleições, as de 2018, defendo ardorosamente a mudança da política econômica e monetária que vise o "desenvolvimento sustentável" do País, privilegiando o setor produtivo em detrimento ao setor especulativo. 

O novo presidente da República a ser leito em 2018, não precisa carregar "ideologia" no peito. O novo presidente da República, preferencialmente, não seja da "extrema direita" e nem tão pouco da "extrema esquerda". O povo brasileiro já sofre do "síndrome do cachorro magro". O povo não quer saber de "ideologias". O povo quer saber de renda para pagar as contas no final do mês. Basta que o novo presidente da República escolha como setor preferencial o setor produtivo em detrimento do setor especulativo. Só isso, nada mais que isso!

Para governar o País não precisamos de "salvadores da pátria", nem dos auto denominados de "extrema direita". O País precisa de um presidente "probo" e medianamente capacitado para comandar a economia do País, rumo ao "desenvolvimento sustentável". Resumindo, o novo presidente da República deve combater a corrupção em todos os níveis do governo e que não seja um alienado ou "neófito" em macroeconomia. 

Vamos deixar o "síndrome do cachorro magro" e olhar para a frente, de preferência com "farol de milha" e fazer uma boa escolha do futuro presidente da República. Nada mais.

Ossami Sakamori

sexta-feira, 21 de abril de 2017

89. Brasil continua estagnado!


Há cerca de um mês, presidente Temer comemorava a criação positiva de empregos no mês de fevereiro, após meses seguidos de perdas de empregos.  O número positivo era sazonal. O Ministério do Trabalho anunciou ontem que o País perdeu 63.624 postos de trabalho no mês de março. Para minimizar os dados, o ministro do Trabalho prevê dados positivos no mês de abril, em curso.

O governo Temer aposta "todas fichas" nas reformas de previdência e trabalhista. Com as reformas estruturantes espera estabilizar o "rombo" ou "déficit primário" dos orçamentos fiscais.  Esta situação de "rombo" nos orçamentos fiscais vem desde 2014, ano que foi "pedalado" para o ano de 2015. Isto é tudo o "pano de fundo", a desculpa para a "depressão". 

As reformas estruturantes por si só não leva ao crescimento econômico sustentável. O governo Temer está muito mais preocupado com sua credibilidade no mercado financeiro internacional para atrair "capital especulativo", indispensável para continuar financiando a explosiva dívida pública federal. Brasil é o país que paga os maiores juros reais dentre 40 maiores economias do mundo, para poder rolar a sua dívida pública. O capital especulativo não traz capital pelo potencial do País, mas apenas e tão somente para auferir os juros mais altos do mundo. 

Voltando ao assunto dos indicadores econômicos, os principais articulistas econômicos e a grande imprensa, fazem coro com o governo Temer e arrisca em diagnóstico temerário sobre a situação econômica do Brasil. Tecnicamente, qualquer indicador econômico, incluindo o número de criação de emprego, só é possível considerar como "tendência" quando confirmar em dois trimestres consecutivos. Eu disse, dois trimestres e não dois meses! O resto é conversa fiada!

Da forma como foi explicado aqui, o crescimento de número de empregos ou crescimento do PIB, só vai configurar como "tendência" quando houver números positivos no segundo e no terceiro trimestre deste ano, porque o primeiro trimestre já se configurou negativo. O resto é soltar "rojões" antes do tempo. Os investidores institucionais diretos, aqueles que investem em plantas industriais, só vão retomar os investimentos a longo prazo quando configurar a situação de crescimento. Não adianta o presidente Temer querer "enganar" os investidores institucionais com pé no chão. No máximo, vai continuar enganando a grande imprensa "moucos" e alinhados com o "governo". 

Medidas para crescimento sustentável do País, há. Tenho indicado a saída para situação de crise no meu blog, com algum economês, no blog Brasil Liberal Já!.   Infelizmente, a grande imprensa e articulistas econômicos "concordam" com o "release" distribuído pelo Palácio do Planalto. A Rede Globo o reproduz fielmente e o restante da mídia vai atrás, infelizmente.

O que mais preocupa é o "alinhamento automático", também, dos empresários de peso e pelo mercado financeiro especulativo. Eles se parecem mais aos "meninos gazeteiros" das aulas fundamentais da economia. Enquanto isto...

Brasil continua estagnado!

Ossami Sakamori
@SakaSakamori3



terça-feira, 18 de abril de 2017

88. Petrobras vende almoço para poder jantar

Crédito da imagem: Valor

No dia de ontem, dia 17 de abril, a 2ª Vara Federal de Sergipe concedeu liminar para suspender a venda de 66% (2/3) de participação do bloco BM-S-8, da promissora campo de Carcará, na bacia de Santos, da Petrobras para a petroleira norueguesa Statoil. A referida venda já mereceu comentário anterior no blog deste mesmos autor. 

A operação foi finalizada em novembro de 2016, para liquidação de uma parte do endividamento do grupo Petrobras junto ao BNDES. O valor total da operação é de US$ 2,5 bilhões, sendo US$1,25 bilhão já recebido. No entanto, com a liminar fica suspenso temporariamente, até que seja decidido a medida judicial, o pagamento do saldo de US$ 1,25 bilhão.

O bloco objeto da medida liminar, se refere a um campo fértil do "pré-sal", da bacia de Santos. Em 28/1/2016, o blog deste fez comentário sobre a venda sob título Petrobras, o pior momento. A maior empresa brasileira, a estatal Petrobras passa por momento delicado com endividamento incompatível com a geração de caixa. A dívida líquida a Companhia equivale a cerca de uma vez e meia o "valor bruto" de faturamento, conforme está demonstrado no Balanço Patrimonial de 2016. 

À complicada situação da Petrobras aplica-se a já comumente frase usado no mercado financeiro: "vendendo almoço para poder jantar". 

Ossami Sakamori


domingo, 9 de abril de 2017

87. O povo vai tomar o Planalto!


É mentira de que o Brasil voltou a crescer. Tecnicamente, é considerado crescimento ou recessão quando  apresenta a mesma tendência por dois trimestres consecutivos. Isto tem um motivo justificado, o crescimento ou recessão pode ser camuflado com os efeitos sazonais da economia. É inacreditável que os melhores articulistas econômicos e a grande imprensa noticiam os poucos dados positivos da economia como o início da retomada do crescimento. Isto contradiz tudo que as faculdades de economia ensinam aos seus alunos. Ainda é muito cedo para dizer que o Brasil está retomando o crescimento. 

Mais do que os indicadores pontuais de setores favorecidos, como a indústria automobilística, há que considerar o crescente índice de desemprego e de desalentados. Os últimos números mostram que o número de desempregados cresceu para 13,5 milhões de trabalhadores. O setor de serviços sentem o reflexo desta situação econômica que já perdura há mais de dois anos consecutivos. As portas de comércio de ruas estão fechando, literalmente. Só não vê quem não quer.

Dentro do contexto, as pequenas e médias empresas é que sofrem com a situação. Justifico, as grandes empresas tem caixa para aguentar dois anos de mercado fraco. As pequenas empresas sequer tem caixa para enfrentar os compromissos do mês. As pequenas e médias empresas recorrem aos bancos para liquidar os compromissos vencíveis nos próximos 30 dias. As pequenas e médias empresas já não pagam os impostos e contribuições para poder pagar o salário dos seus empregados. Esta situação está criando o "efeito dominó". A situação de crise das pequenas empresas vai transferindo para outras de tamanho médio e assim sucessivamente.

A conjuntura política e a conjuntura econômica andam de mãos juntas. Impossível a situação econômica do País melhorar se estão para ser votados as reformas estruturantes como a previdência, trabalhista e tributária. Sem contar também com a reforma política, tão exigida pelos eleitores, diante de tantos desmandos. A agenda vai longe. As reformas requeridas vão atravessar o primeiro semestre e vão terminar somente no final do mês de setembro. 

A dificuldade da retomada do desenvolvimento é marcado também pelos julgamentos das ladroagens ocorridos, sobretudo, nos últimos 13 anos. O próprio Fórum Econômico Mundial associa o Brasil como campeão de corrupção do mundo. Lá fora, o Brasil virou piada da vez. Isto tudo, dificulta a reinserção do Brasil nos objetivos de investimentos diretos de países desenvolvidos. Para completar ainda, a Operação Carne Fraca revelou a "fragilidade" das inspeções dos órgãos sanitários aos produtos vendidos lá fora.

Isto tudo, a falta de credibilidade dos políticos e governantes já vem de muito tempo. Circula no mundo, a frase atribuída ao Charles de Gaulle de que "o Brasil não é país sério". Infelizmente, nós brasileiros, concordamos com a frase atribuída ao presidente Francês. O Fórum Econômico Mundial só veio confirmar a fala do presidente Francês, que tanto gostaríamos de ter argumentos para repugná-la. 

O governo é mentiroso. O presidente Temer é mentiroso. O ministro da Fazenda é mentiroso. Todos querem mostrar ao povo a situação que não é. O Brasil está no meio da pior crise econômica dos últimos 100 anos! Quem paga a conta é sempre o povo otário, no qual me insiro, com muita vergonha e indignação.  

O povo está com saco cheio! Uma hora, o povo vai tomar o Planalto, por puro instinto de sobrevivência. Depois não vem me dizer que não foram avisados. 

Ossami Sakamori