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sexta-feira, 21 de abril de 2017

89. Brasil continua estagnado!


Há cerca de um mês, presidente Temer comemorava a criação positiva de empregos no mês de fevereiro, após meses seguidos de perdas de empregos.  O número positivo era sazonal. O Ministério do Trabalho anunciou ontem que o País perdeu 63.624 postos de trabalho no mês de março. Para minimizar os dados, o ministro do Trabalho prevê dados positivos no mês de abril, em curso.

O governo Temer aposta "todas fichas" nas reformas de previdência e trabalhista. Com as reformas estruturantes espera estabilizar o "rombo" ou "déficit primário" dos orçamentos fiscais.  Esta situação de "rombo" nos orçamentos fiscais vem desde 2014, ano que foi "pedalado" para o ano de 2015. Isto é tudo o "pano de fundo", a desculpa para a "depressão". 

As reformas estruturantes por si só não leva ao crescimento econômico sustentável. O governo Temer está muito mais preocupado com sua credibilidade no mercado financeiro internacional para atrair "capital especulativo", indispensável para continuar financiando a explosiva dívida pública federal. Brasil é o país que paga os maiores juros reais dentre 40 maiores economias do mundo, para poder rolar a sua dívida pública. O capital especulativo não traz capital pelo potencial do País, mas apenas e tão somente para auferir os juros mais altos do mundo. 

Voltando ao assunto dos indicadores econômicos, os principais articulistas econômicos e a grande imprensa, fazem coro com o governo Temer e arrisca em diagnóstico temerário sobre a situação econômica do Brasil. Tecnicamente, qualquer indicador econômico, incluindo o número de criação de emprego, só é possível considerar como "tendência" quando confirmar em dois trimestres consecutivos. Eu disse, dois trimestres e não dois meses! O resto é conversa fiada!

Da forma como foi explicado aqui, o crescimento de número de empregos ou crescimento do PIB, só vai configurar como "tendência" quando houver números positivos no segundo e no terceiro trimestre deste ano, porque o primeiro trimestre já se configurou negativo. O resto é soltar "rojões" antes do tempo. Os investidores institucionais diretos, aqueles que investem em plantas industriais, só vão retomar os investimentos a longo prazo quando configurar a situação de crescimento. Não adianta o presidente Temer querer "enganar" os investidores institucionais com pé no chão. No máximo, vai continuar enganando a grande imprensa "moucos" e alinhados com o "governo". 

Medidas para crescimento sustentável do País, há. Tenho indicado a saída para situação de crise no meu blog, com algum economês, no blog Brasil Liberal Já!.   Infelizmente, a grande imprensa e articulistas econômicos "concordam" com o "release" distribuído pelo Palácio do Planalto. A Rede Globo o reproduz fielmente e o restante da mídia vai atrás, infelizmente.

O que mais preocupa é o "alinhamento automático", também, dos empresários de peso e pelo mercado financeiro especulativo. Eles se parecem mais aos "meninos gazeteiros" das aulas fundamentais da economia. Enquanto isto...

Brasil continua estagnado!

Ossami Sakamori
@SakaSakamori3



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