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sexta-feira, 2 de junho de 2017

97. Brasil em stand-by!


O presidente Temer e o ministro da Fazenda Henrique Meirelles, utilizaram dos meios de comunicação para afirmar que o Brasil saiu da recessão.  A afirmação, no entanto, é um tanto quanto precipitada. Para confundir ainda mais os empresários e agentes financeiros, uma boa parte dos analistas econômicos se somam às afirmações de ambos. Nada disso é verdadeiro, sob a análise fria dos indicadores.

É verdade que no primeiro trimestre do ano, os indicadores iniciais mostram que houve crescimento de 1% no PIB. É também verdade que houve um pequeno recuo no índice de desemprego do País, apesar de número permanecer ainda acima de 14 milhões de desempregados. Os indicadores podem apontar tendência conjuntural, sob ponto de vista técnico.  Não se pode afirmar como uma tendência!

Tecnicamente, só podemos indicar a tendência da economia, para crescimento ou permanência na recessão, com indicadores confirmado nos dois trimestres consecutivos. Isto significa que, só saberemos se o País saiu ou não da recessão, lá pelo final de agosto próximo, com indicadores do segundo trimestre deste ano. Até lá, qualquer afirmação é pura especulação!

Com a crise política que se instalou com o "grampo" do presidente da República, que veio ao público, feito pelo empresário estelionatário Joesley Batista, os investidores institucionais diretos e especulativos colocaram as barbas de molho. Estrategicamente, os investidores vão postergar as suas decisões importantes para depois da definição do quadro político. Não são declarações do presidente da República, o pivô da crise, que vão fazer os investidores mudarem de ideia. 

O mercado financeiro, os empresários e os investidores especulativos, diante do quadro, vão ficar na posição de "stand-by". 

Ossami Sakamori
(com rede social bloqueada)


Um comentário:

  1. Bem, o jogo está sendo jogado com cartas sujas na mesa. O bandido mor aliado ao seu mentor mais precioso desbancou as raposas, e deu um blefe na concorrência da carne estragada.

    Claro que o presidente tem mesmo que sinalizar um futuro promissor, uma vez que na duvida nem vendedor de cachorros quente investem. Sua interpretação é correta. Os meios e as malas continuam estacionadas em stand by.

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