Receba os novos posts pelo seu e-mail

sábado, 15 de julho de 2017

101. Brasil caminha celeremente para "default".

Crédito da imagem: Globo

O Congresso Nacional aprovou na quinta-feira, dia 13, a LDO de 2018 que orienta a execução do Orçamento Fiscal de 2018. A meta de "déficit primário" é de R$ 129 bilhões, ligeiramente inferior à meta de 2017 que é de R$ 139 bilhões. Vamos lembar que o País vem apresentando o "déficit primário" desde 2015 (sem pedaladas). Vamos lembar que o "déficit primário" nada mais é do que o dinheiro que falta para cobrir as despesas do governo.  O governo, incluindo o do Michel Temer, vem gastando mais do que arrecada.

A Lei de Diretrizes Orçamentárias traz estimativa do salário mínimo de R$ 979, em confronto com o número atual de R$ 937.  A LDO, também, estima a inflação de 2018 em 4,5%, contrariando a meta de inflação do próprio governo em 4,25%. Prevê a LDO que a taxa básica de juros Selic será de 9%. A equipe econômica fez previsão do crescimento do PIB ou Produto Interno Bruto em 2,5%. Independente dos resultados dos indicadores econômicos no curso do próximo ano, o número do "rombo" fiscal permanece inalterado em R$ 131 bilhões.

Como comentário, muito importante, é que de acordo com as Emendas Constitucionais do "teto dos gastos", os gastos do Orçamento Fiscal de 2018 foi corrigido pela inflação estimada de 2017. Contrariamente ao que foi passado à população, as Emendas Constitucionais do "teto dos gastos", deixa letra morta a Lei da Responsabilidade Fiscal de 2000, que prevê déficit primário "zero".  A Lei de Responsabilidade de 2000, letra morta, prevê o equilíbrio entre "receitas" e "despesas" do Orçamento Fiscal excetuando apenas os juros da dívida pública. 

Desde 2015, o Brasil vem pagando as suas contas, exceto juros da dívida, com emissão de novos títulos da dívida pública.  O Brasil não consegue cobrir as despesas do governo com a arrecadação de impostos, contribuições e tarifas. O Brasil endivida para cobrir os recorrentes "déficit primário".  O Brasil está num espiral de endividamento público, difícil de reverter. Mais anos, menos anos, o Brasil poderá entrar em "default". 

A situação do Brasil é mais ou menos como um assalariado que não podendo cobrir suas despesas correntes, recorrem aos empréstimo dos agiotas, para "complemento" da da sua sobrevivência. No início é uma "euforia", poder pagar as contas com dinheiro emprestado dos agiotas e viver nababescamente.  Inexoravelmente, a vida desse assalariado vai virar inferno quando os agiotas não mais derem "dinheiro novo" (déficit primário) ou não mais renovarem as dívidas antigas. 

Brasil caminha celeremente para "default". 

Ossami Sakamori


Nenhum comentário:

Postar um comentário

Espaço reservado para expressão de livre pensamento, desde que obedecidas as boas regras de civilidade. Não permitimos o uso de palavras incompatíveis com o propósito deste blog.