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terça-feira, 29 de agosto de 2017

104. Por que comemorar o equívoco da política econômica?


Um dos erros da política econômica e monetária do governo Temer é a "política cambial". A outra política tão grave quanto à "política cambial" que não atende ao interesse do País, é a "política de juros". Ambas políticas sustentam a "matriz econômica" equivocada, que inibem o crescimento econômico do País. A manutenção da atual política econômica não cria "horizonte" de crescimento sustentável para o Brasil. O País está refém da "matriz econômica" equivocada do Henrique Meirelles. Quem paga a conta é o contribuinte brasileiro. 

Coincidência ou não, o quadro econômico do País, consequência de matriz econômica equivocada, está levando o País ao quadro semelhante ao do início do primeiro mandato do governo Dilma.  O quadro econômico da época apontava o dólar baixo (real valorizado) e juros nominais Selic baixo. O Brasil viveu momentos de "euforia" no primeiro mandato da Dilma, mas as consequências foram devastadoras. O País paga a conta até hoje, do "equívoco" da política econômica e monetária do primeiro mandato da Dilma. 

A equipe econômica composta pela dupla Henrique Meirelles e Ilan Goldfajn, insiste no controle da inflação apenas por via de taxa de juros Selic. A mesma equipe econômica considera como pilar da política monetária, também, manter a "livre flutuação" do dólar. A matriz econômica "simplista" pode ser válida para economia estáveis como dos Estados Unidos, da Alemanha e do Japão, mas não é "conveniente" para um país emergente como o Brasil, com enorme "fosso" que o separa deles. 

Os países emergentes como a China e a Índia, não seguem "fielmente" à matriz econômica adotada pelos países já mencionados. O equívoco maior, ao meu ver, está em seguir "modelo econômico" equivocado. A equipe econômica pretende mostrar ao mercado financeiro internacional que o País segue fielmente a "cartilha" dos países desenvolvidos. A equipe econômica faz de tudo para mostrar aos agiotas internacionais que segue a "cartilha" do FMI, para manter os especuladores financeiros financiando a "dívida pública"  que chega ao redor de 70% do PIB, nominalmente.

Com a matriz econômica equivocada o País caminha celeremente ao "default", apesar impor grande sacrifício à população. O custo social da matriz econômica equivocada está demonstrado em indicadores como: 13,5 milhões de desempregados e mais outros tantos subempregados além de 61 milhões de indivíduos inadimplentes no sistema de crédito. Em contraste aos "números devastadores", o último mês de julho, o País apresentou o acréscimo de "déficit" na conta "turismo". Isto apenas confirma a minha convicção sobre a "matriz econômica" equivocada. 

Os indicadores econômicos demonstram que a atual matriz econômica do País está equivocada, no entanto, a equipe econômica tenta convencer a população de que esta é a única "política econômica" que será capaz de levar o País ao desenvolvimento sustentável. Este discurso só atende aos interesses dos investidores nacionais e internacionais especulativos. O discurso está longe de atender aos reclamos e interesses da classe produtiva brasileira. 

Isto tudo, apenas aumenta a crença de que o ministro Henrique Meirelles quer ser o próximo presidente da Republica ou o governador de Goiás. 

Ossami Sakamori

Um comentário:

  1. O que o Henrique Meirelles vai querer ser mesmo eu não sei. Fato é que o nome dele foi poupado até agora de tudo que é questão de corrupção, e é meio impossível que participado do governo Lula, presidido o conselho da JBS e agora no governo Temer, nada saiba sobre corrupção. Quanto à economia, Temer tirou o Brasil de um buraco, e tá colocando em outro.

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