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terça-feira, 1 de agosto de 2017

103. Temer admite rombo fiscal de R$ 159 bilhões.

Crédito de imagem: Estadão

Segundo a grande imprensa, o governo Temer já trabalha com o "rombo fiscal" de R$ 159 bilhões no Orçamento de 2017 ao invés de R$ 139 bilhões antes previsto. Isto já era previsível desde elaboração da LDO de 2017 no ano passado. Quando da elaboração da LDO, o governo Temer estimava que o País crescesse 1,5% neste ano, o que não ocorrerá. E, para piorar estabelecia que os gastos do governo seria corrigido pela inflação em relação ao do ano de 2016, conforme a Emenda Constitucional aprovado no final do ano passado.

Vamos lembrar que o ano de 2016 fechou com o "rombo fiscal" ou o "déficit primário" de R$  179 bilhões. Com o crescimento do PIB deste ano previsto ao redor de 0,4%, não poderia esperar outra coisa, senão o "rombo fiscal", admitido pelo ministro da Fazenda Henrique Meirelles de R$ 159 bilhões.  Não há milagres a produzir no governo perdulário do presidente Temer. 

O que muda para o dia a dia da população, no curto prazo? O governo federal, independente das receitas correntes do ano, já está prevendo gastar o "teto dos gastos", calibrado nos gastos de 2016, corrigido pela inflação daquele ano. O "rombo fiscal" previsto para o 2017, bem próximo do ano passado, mostra que o governo federal não fez nenhum ou fez muito pouco esforço para diminuir os gastos públicos. Pelo contrário, o governo Temer apenas aumentou o tributo sobre combustíveis para minorar o "rombo fiscal".  A situação de penúria da população, nada muda. 

Os "rombos  fiscais" permitidos pela Emenda Constitucional do "teto dos gastos" não traz consequências imediatas. Como os "rombos fiscais" são cobertos com emissão de títulos da dívida pública, o endividamento público tem crescimento real que no curto prazo não traz efeito, mas ao longo dos anos, o Brasil fica ingovernável. Chegará a um ponto que o País produzirá, só para pagar os juros da dívida pública.  O estoque da "dívida pública bruta", que já está em mais de 70% do PIB, em 10 anos deverá estar duplicada, mantida atual matriz econômica.  

Brasil caminha celeremente para "default", se não mudar a atual "matriz econômica", que atende apenas aos interesse dos investidores especulativos nacionais e internacionais. O "fosso" entre os mais ricos e mais pobres continua crescendo  em progressão geométrica. 

Diante de tudo isso, afirmo sem medo que o Michel Temer é um presidente incompetente!

Ossami Sakamori



2 comentários:

  1. E com esses políticos que aí estão, isso tem volta? Quantos anos o Brasil vai demorar pra recuperar só o que já foi perdido?

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  2. O Brasil continuará a ser o Pais do futuro,que deverá acontecer daqui uns 200 anos.

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