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segunda-feira, 30 de outubro de 2017

109. Situação do Brasil requer atenção!

Crédito da imagem: Exame

Henrique Meirelles e sua equipe só falam em "déficit primário" ou o "rombo fiscal" para retratar a necessidade de equilíbrio das contas públicas. Os agentes econômicos, incluídos os analistas econômicas do mercado financeiro, fazem "coro" com o ministro da Fazenda e insiste em falar sobre o controle do "rombo fiscal". Henrique Meirelles e o mercado financeiro evitam em falar sobre o "déficit nominal" ou o "rombo real" dos gastos do governo. Isto é coisa combinada, para "camuflar" a situação real das contas públicas do País.

Vamos explicar a diferença entre o "déficit primário" e o "déficit nominal". O "déficit primário" ou o "rombo fiscal" é o dinheiro que falta para pagar todas contas do governo "exceto" juros da dívida pública.  O "déficit nominal" é o dinheiro que falta, após arrecadação de impostos e contribuições, para pagar as contas do governo "incluído" juros da dívida pública.

Antes da edição da Emenda Constitucional do "teto dos gastos" no final de 2016, a Lei de Responsabilidade Fiscal exigia que o "déficit primário" fosse "zero", isto é, que as contas do governo fossem pagas com os impostos e contribuições.  A Emenda Constitucional do "pseudo" teto dos gastos, institucionalizou o "déficit primário" ou o "rombo fiscal" ao estabelecer o "piso dos gastos públicos" calibrado nos gastos de 2016 corrigido pela inflação. Enterrou de vez a Lei da Responsabilidade Fiscal de 2000. 

Henrique Meirelles, ministro da Fazenda, persegue o objetivo, tentando limitar os gastos públicos adaptado à nova situação constitucional, não importando o tamanho do "déficit primário" ou o "rombo fiscal". O ano de 2016, as contas do governo federal terminou com o "déficit primário" de R$ 179 bilhões. Tenta o governo Temer fecha o ano de 2017 e 2018 com o "déficit primário" de R$ 159 bilhões. Não se sabe em quanto anda o "déficit nominal". Nos números de hoje, deve andar entre R$ 350 a 450 bilhões. O número é guardado a sete chaves!

Pronto!  Já desviei o foco do assunto sobre os "déficits". Diante da situação precária das contas públicas esquece o Henrique Meirelles e seus aplaudidores da atual matriz econômica e monetária. O "claque" do Henrique Meirelles "faz de conta" ou esquecem por conveniência a discussão sobre a necessidade de "zerar" o "déficit nominal". Enquanto não "zerar" o "déficit nominal", o Brasil continuará aumentando a sua dívida pública. Isto é inexorável. Isto é como 2 + 2 = 4. 

O "déficit nominal" não é divulgado pelo Banco Central para "público leigo" ter acesso fácil. Como disse certa vez o embaixador Rubens Ricupero, no episódio do famoso caso da parabólica: "O que é bom mostra, o que é ruim esconde!". É exatamente isto que acontece com o governo Temer, esconde a todo custo o número do "déficit nominal". E assim, o Brasil caminha celeremente para a situação da Grécia do "default". 

Mesmo assim, o mercado financeiro aplaude a matriz econômica do ministro Henrique Meirelles, porque atende os interesse dos agiotas internacionais. O mercado financeiro só vai enxergar o equívoco da matriz econômica do Henrique Meirelles somente após a previsível "quebra" do País. Fazer o que? Ninguém se preocupa com o destino do Brasil. 

A situação econômica do Brasil requer muita atenção!

Ossami Sakamori




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